quinta-feira, 31 de março de 2005

VAPOR

Daqui de cima, do alto da cabeça
Idéias olham pra baixo
E por menos que pareça
Acenam e gritam aflitas

Mas não há tanto que façam
Para que os pés obedeçam
Estes, no fundo do abismo
Tão famintos e distantes
Parecem evaporar em direções perdidas
Como passatempos da cidade

E a fumaça do cigarro que me fuma
Envolve a vida na bruma
Azul da esterilidade

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