quinta-feira, 31 de março de 2005

NÃO QUERO DIZER-TE NADA

Não quero dizer-te nada
Assim como a história que conto
As letras eu cato na estrada
E arrumo de qualquer jeito

Não quero dizer-te nada
Qualquer verdade eu aceito
Do verso me basta a cilada
Armada dentro do peito

Não quero dizer-te nada
Escrevo para tocar
Com as pontas das palavras
A parte ainda intocada

Não quero dizer-te nada
Qualquer verbo me convém
Pois na mão dupla da estrada
O que toca é tocado também

Nenhum comentário:

Postar um comentário