quinta-feira, 5 de agosto de 2010

NADA MAIS AMANHECE

Pouca demora
pra tanto encanto
Ontem, seu rosto o mundo
Oriente a oeste
Os olhos em fuga
Nús e profundos

Isso passa, mas quanto?

E no quarto do hotel,
agora nú
Despido de nós
Nada mais amanhece
Que o lamento das horas
Das quais
Não fomos
Reféns

2 comentários:

  1. Certos poemas nos deixam sem palavras, e ainda assim é preciso comentar. Repetir um lindo, maravilhoso, sem palavras... certos momentos era preciso transmitir o valor dos nossos silâncios... das palavras que o nosso coração diz, os olhos choram, os lábios sorriem... a vida é cheia de pouca demora pra tanto encanto... e o que se demora deveria pronto partir!

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  2. Sabe, eu comecei a escrever um comentário... e percebi que não tinha entendido o seu. Era pra ficar calado... shhhh... deixar os sentidos dizerem. Infelizmente a fala não é um sentido; tão mais precisa seria se fosse. Percebeu? Rsrsrs. Mas um poema sempre cabe:



    Instante, filho mais precioso do tempo
    contraria no ser o desejo de durar

    - É verdade sentir - semeia ele
    em nossas peles
    sem palavras

    Mas seu pai, subversivo
    nos fará reféns
    de mais

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