Ânimos anônimos
habitam as salas
As celas
As solas dos pés amarelas
Percorrem passagens
Varandas, sacadas
Janelas, corredores
Degraus de escadas
Escorrem por mãos
Geladas
Frescas frestas
Curvas e arestas
Teias, telas, vias
De vidro, de cobre, aéreas
Patéticas circunvoluções
Septos poéticos e subterrâneos sépticos
Fundem-se na paisagem acelerada
Apenas velocidade restou
E o verso já não é nada
Verbo é vetor e tempo
Motivação maculada
Pela ilusão de um momento
Mas à sombra do pé do romã
Tudo parece mais lento
É lá que a vida está parada?
Nenhum comentário:
Postar um comentário